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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

MISSÕES; COMO JESUS FAZIA E COMO ELE ORDENA FAZER



Joelson Gomes

A Bíblia nos mostra que a igreja na terra é a agência para a pregação do evangelho, e se a igreja somos nós, os cristãos, então nós somos essa agência (Ef. 3. 10; 1Pd. 2.9). Agora tenho que fazer duas perguntas ao meu modo de vida: como posso cumprir este propósito de Deus para mim? Será que estou no centro da vontade de Deus no tocante a este assunto?
Jesus Cristo é o maior exemplo de missionário de que temos noticia, assim será observando sua vida que teremos as respostas para nossas indagações com respeito a missões, e o modelo de como fazer missões. Assim, observe a prática dEle e veja se essa prática pode ser encontrada em sua vida.


Como Jesus fazia missões.
Quando abrimos as Escrituras em Mt. 9.35-36 notamos que o autor descreve a vida missionária de Cristo e vai dizendo como Ele vivia essa vida, como Ele desempenhava a missão. E aí devemos atentar para algumas coisas.

a) Jesus percorria. O verbo grego aí está no imperfeito, e isto que dizer que o que Cristo fazia não era algo esparso, mas algo corriqueiro, habitual em sua vida, ou seja, Ele vivia fazendo isso (veja Mt. 4.23; Mc. 1.39; Lc. 4. 44). O tempo de Jesus era gasto com a missão, era o seu hábito

b) Todas as cidades. A segunda coisa que o autor mostra é que o campo de Jesus era tudo. Ela não fazia uma coisa aqui e outra ali, não fazia serviço pela metade.

c) As aldeias. Aldeias na época eram povoados que não tinham status de cidade, era o lugar de gente pobre. Cristo estava lá também. Seu trabalho era sem discriminação. Cristo não desenvolvia esse ministério de todo jeito. Ele o fazia com três ações básicas. Veja seu método:


a) Ensinando. Veja que em primeiro lugar vem a palavra ensinar e isso não é por acaso. O ensino é a coisa mais importante para quem se diz seguidor de Cristo. Não existe evangelismo sem ensino, essa falsa dicotomia moderna não existia nos tempos bíblicos (Mt. 28.18-20). Quem é seguidor de Cristo não faz pouco caso do ensino e entende que em seu ministério de pregação o ensino é central.

b) Proclamando as boas novas. Cristo pregava o evangelho, a mensagem única (Gl. 1.8) que mostra o ser humano pecador de nascença, a necessidade do arrependimento e da confissão dos pecados, o amor de Deus e o sacrifício da cruz como único caminho de salvação. Sem essa mensagem, sem a cruz não há evangelho.
c) Curando. O poder de Deus nas curas era algo presente na Sua vida de missão. Porque o evangelho não é só palavra, mas é palavra e poder (1Co. 2. 4-5). O Deus que pregamos ainda é o Deus de milagres e que age através de seus servos. Agora note que os milagres ocupam aqui o último lugar, não tomam o lugar da proclamação das boas novas, são parte dela. Muito diferente do que se vê hoje.


Como Jesus manda fazer missões.
Todos precisam de um pastor, embora alguns vivam como se não precisassem, e por isso vivem mal. Jesus sabe disso e mostra esse princípio. Em Mt. 9.37 Ele trata com seus discípulos, é a eles que dá a incumbência mostrando que são os discípulos de Cristo que têm a responsabilidade na obra de Cristo. Assim, Jesus faz uma análise da situação e chega a uma conclusão: a obra é muito grande, muitos precisam ouvir o evangelho, então chama seus seguidores e lhes mostra como fazer a obra.

a) Orando (Mt. 9.38). Roguem que é não é só pedir, rogar é mais que pedir. Esta é a primeira responsabilidade: orações e rogos em prol de missões. Note que os mesmos que oram, são os mesmos que vão. Orar por missões não tira sua responsabilidade de ir ao campo.

b) Indo/ contribuindo. Chamando seus discípulos Ele escolhe os que devem ir (Mt. 10.1-5ª). A segunda maneira de fazer missões é indo onde os pecadores sem Cristo estão. É se esforçando. É gastando nisso, o tempo e as posses. Agora observe que antes de enviá-los Cristo os chamou para si (Mt. 10.1). Só se pode ir para a missão, se primeiro se estiver estado com Cristo.


Conclusão.
A vida de Jesus é um exemplo vivo de como fazer a obra de evangelização. Às vezes muitos se prendem a vida de Paulo e ainda acham que Paulo foi o maior missionário, ou as vidas de personagens da história da igreja e não atentam para o maior exemplo: Jesus Cristo. Aqui temos em claras palavras o como fazer a missão.
Cristo vivia na missão em todos os lugares, ensinando, proclamando e operando milagres no poder de Deus (Lc. 5.17). Via as necessidades e partia para solucioná-las e trata com seus seguidores ensinando-lhes como fazer missões: orando e indo.
Será que ainda escolhemos lugar para pregar, ou estamos indo a todos sem exceção? Quais são os nossos passatempos habituais? Como ocupamos nossos espaços livres? Você que diz que é discípulo sabe que a responsabilidade é sua? Você tem feito o que?
Existe uma obra a ser feita, Jesus Cristo nos deu o exemplo, mas nós estamos muito longe de fazê-la... ainda.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

FAZER MISSÕES PODE SER PERIGOSO


John Piper

Devo considerar não fazer missões se isso implica perigo constante para minha vida?

Sim, considere. Mas, depois de haver considerado a questão, talvez você deva fazer missões. Se a sua esposa diz: “Não”, talvez você não deva se envolver em missões.

Suponho que você está falando de perigo real tanto para si mesmo como para sua esposa, e não está falando de colocar sua esposa em risco porque têm uma posição segura e excelente. Se isso é o que você está querendo dizer, então você é egoísta e não deve fazer missões de modo algum.

Mas, se você quer dizer: “Devo seguir uma chamada que põe em risco a mim, minha esposa e meus filhos?”, eu diria: sim, porque, se todos seguirem o caminho oposto, a Grande Comissão nunca será terminada.

A menos que você esteja dizendo que a Grande Comissão deve ser terminada somente por solteiros. “Deixemos os solteiros sofrer. Somos pessoas casadas, não devemos sofrer. Casamos e, assim, escapamos do sofrimento.” Não acho que o Novo Testamento ensina isso.

Essa foi a razão por que Jesus disse: “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher... não pode ser meu discípulo”. Jesus não usou a palavra “aborrece” no sentido de ódio para com os parentes. Ele a empregou no sentido de que você assume riscos ao ponto de sua avó dizer que você age como se a odiasse. Você sabe que não a odeia. Você a ama, assim como ama todas as pessoas que está tentando alcançar com o evangelho.

Não tenho critério final e preciso a respeito de quando fugir e de quando permanecer. Essa é a velha ênfase sobre a qual John Bunyan escreveu em seu livro Advice for Sufferers (Conselho para Aqueles que Sofrem).

Bunyan escolheu passar 12 anos na prisão quando poderia ter saído da prisão. Ele tinha uma esposa e quatro filhos, um dos quais era cego. Ele poderia ter ficado livre da prisão se apenas tivesse assinado a confissão: “Eu não pregarei mais”. Mas ele escolheu permanecer preso, e isso colocou sua família em grande risco, com pobreza.

Por isso, ele escreveu a obra Advice for Sufferers (Conselho para Aqueles que Sofrem), na qual ele oferece exemplos bíblicos de pessoas que fugiram, como Paulo quando escapou de Damasco, sendo descido num cesto pela muralha, em vez de ser corajoso. É como se disséssemos: “Ei, Paulo! Por que você está sentado em um cesto, sendo descido pela muralha e fugindo de dificuldades?” Há também exemplos de Paulo lançando-se, por assim dizer, aos leões em Éfeso ou em Filipos, indo para a prisão e mostrando-se disposto a receber açoites.

Quando você fica e quando você foge? Bunyan diz: “Deus lhe mostrará”.

Portanto, não acho que seja automática a sua escolha de preservar a si mesmo, sua esposa, seus filhos do risco, do perigo e do sofrimento. Haverá momentos em que você sentirá: “Sim, é tempo, por causa do Reino e de tudo que está envolvido, de que eu mude para outro lugar e outro ministério”.

Não é uma resposta simples. Não tenho uma resposta simples a respeito de quando tomar essas decisões.


www.desiringgod.org

Traduzido por: Wellington Ferreira

Copyright©2009 Desiring God Ministries

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

UMA ANDORINHA FAZ VERÃO


Vivemos a cultura das massas, dos aglomerados de pessoas, da multidão. Em que o bom é o que atrai as multidões, o que povoa centros religiosos, sociais e políticos. Esta síndrome da multidão tem permeado as portas do protestantismo seja histórico e principalmente o meio pentecostal e neopentecostal. Onde o culto abençoado ou vivo é associado à igreja cheia. A síndrome da multidão além de afetar nossa concepção do culto agradável a Deus, prejudica também o caráter servo da igreja porque se acham como a andorinha; sentem-se sem ânimo, ou disposição e sozinhos. O mal de Elias na caverna se repete: “fiquei só”.


Uma observação cuidadosa do texto sagrado revela que os grandes feitos divinos tiveram como instrumentos indivíduos e não grupos ou nações. Deus forma sua nação a partir de Abraão; liberta sua nação do cativeiro sob a liderança não de um colegiado ou de um conselho, mas de Moisés o qual também foi o legislador da Lei que também é chamada de Lei de Moisés; Josué é escolhido o líder conquistador de Canaã e não representantes de cada tribo. Poderíamos continuar citando muitos juízes, reis, sacerdotes, profetas e outros. Andorinhas que fizeram verão. O verão de reformas como o rei Josias, o verão da pregação exortativa e conciliadora entre o povo e seu Deus como Elias, o verão do avivamento pregado por Pedro em Jerusalém (At. 2) e na casa de Cornélio (At. 10) ou de Paulo em Éfeso ou de Felipe em Samaria (At. 8:4-8). Homens que não desistiram por se sentirem sós, que não perderam o romantismo ministerial por serem açoitados, por calunias, chicotes ou incompreensividade do povo. “Muito pode a oração de um justo em seus efeitos”. Disse o utor sacro.


O que dizer da história. O que seria da Reforma protestante se não fossem indivíduos como Lutero, Calvino e outros. O que seria dos avivamentos se não fossem personagens como Rev. Jonathan Edwards que pregou o seu célebre sermão “Pecadores nas Mãos de um Deus Irado” (1741). George Whitefield e de John Wesley que levou muitas pessoas ao Senhor, e quando Whitefield fez uma campanha evangelística nas colônias (1739-1741), em dois anos, mais de trinta mil pessoas foram ganhas, ou seja, 10% da população americana da época. O que seria dos morávios se não fosse o conde Nicolau Zinzendorf ou dos mais de 1.100 judeus da Segunda Guerra se não fosse Oskar Schindler.


Quem disse que uma andorinha não faz verão? Outras andorinhas precisam servir a Cristo com fervor e piedade não condicionados a contextos, holofotes ou recompensa terrena. Estas andorinhas fizeram verão porque viram o invisível, consideraram seus ministérios superiores a própria vida e amavam a Cristo com todo coração, força e entendimento.


Precisamos urgentemente de uma nova Reforma, de um verdadeiro avivamento que resgate uma teologia experimental fundamentada na soberania de Deus e com um profundo senso de humildade e dependência do Senhor. E assim o verão vai chegar.


Pr. Anderson Firmino

Diretor do STEC

SANTIDADE


"Farás também uma lâmina de ouro puro e nela gravarás à maneira de gravuras de sinetes: Santidade ao SENHOR... E estará sobre a testa de Arão" (Êx. 28: 36, 38ª).


A palavra “santo” significa literalmente: “separado” ou “colocado a parte”. Somente Deus é santo integralmente, essencialmente. Puro ao ponto de não poder contemplar o mal (Hc. 1:13). Ele é todo-luz e perfeição (1Jo. 1: 5-7). Ouvimos sempre dizer que os que servem a Deus devem ser santos, mas isto é realmente uma exigência? Existem motivos pelos quais os cristãos devem ser santos? Existem sim, e quero mostrar alguns para você:


a) Santidade, uma exigência do Senhor (Lv. 11:44-45). A pureza essencial de Deus o leva a exigir santidade do seu povo, para que então posso ter comunhão com eles. Deus não tem intimidade com quem não procura a santidade e vive na prática do mal (Mt. 7: 21-23). Quem o segue têm que procurar imitá-lo (Ef. 5:1). A busca pela perfeição é uma meta imposta pelo próprio Cristo (Mt. 5: 48). As leis do Senhor na Nova aliança são escritas nos corações dos salvos para que eles possam ter essa santidade requerida por Deus (2Co. 3:3), e que é uma característica do que nasceu de novo e se chama filho de Deus (1Pd. 1: 14-16).


b) Santidade, um chamado (Rm. 1:7; 1Co. 1:1-2). Nas Escrituras os salvos são designados de “chamados”. Dentre outras coisas, um dos objetivos desse chamado do Senhor é para a santidade. Ela é uma das metas para a qual Deus vocaciona seus filhos. É um lugar onde temos que chega, um ponto a atingir. Ponto este estabelecido pelo próprio Deus, aquele que chama e estabelece a meta.

c) Santidade, condição imprescindível (Hb. 2: 14). Ao lermos este texto de Hebreus entendemos porque Deus insiste na santidade dos seus. Sem santidade estamos separados dEle para sempre. Só pode permanecer na presença do Senhor, que é santo por excelência, aquele que busca separar-se do mal e viver uma vida de comportamento ilibado. A ética e a moral devem ser perseguidas pelo fiel a todo custo (Sl. 24: 3-6).


É por coisas assim que precisamos fazer uma reflexão sobre nossa conduta como cristãos. Com o a igreja brasileira tem encarado este tema da santidade. Será que ser santo é apenas não usar isso ou aquilo, não fazer isso ou aquilo, e viver uma vida de falatório do próximo, sonegação de impostos, compra e venda de cd e dvds piradas? É isso o que um cristão deve fazer? Se não porque nas igrejas isso vive acontecendo e ninguém disciplina ninguém? Será que em nome de uma pretensa maturidade espiritual vale tudo? Crente tomando bicada por barzinhos, irmãzinhas indo para a igreja vestidas como quem vai para o fuá?



Devemos fazer algumas perguntas para nossa alma: estamos vivendo em santidade? Com quem andamos; o que escutamos; o que assistimos; o que conversamos; o que fazemos; o que pensamos? Deus tem encontrado em nós santidade em tido isso? Somos exemplo?



Querido, preserve seu coração puro, sua vida pura, sua comunhão com Deus depende disso (Pv. 4:23). Faremos bem se atentarmos para as palavras de Paulo: “Portanto, quer comais , quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co. 10:31).

Pr. Joelson Gomes

PROIBIDO PARA MAIORES



E disse (Jesus): Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt. 18:30).


Jesus com essas palavras surpreende muita gente. Taxativamente Ele diz que o céu é proibidos para maiores, “adultos” não entram lá. É isso mesmo. Deus gosta mesmo é das crianças e não graça com “adultos”. Por isso o reino é delas (Lc. 18: 16).


Mas, e o que será dos “adultos”? Estão perdidos irremediavelmente? Não, existe uma saída, eles têm que converter e virar crianças novamente. Têm que abrir o baú, tirar os brinquedos guardados, vestir calças curtas e voltar a brincar (viver). O Mestre teria alguma coisa em mente ao dizer isso? Existe um objetivo em fazer estes “adultos” virarem crianças? Sim. Observe com atenção.


a) As crianças confiam (Sl. 131:2). A fé das crianças é pura. Elas não confiam desconfiando, e quando se entregam é por inteiro, sem reservas. Mas, a observação e convivência com os outros “adultos” nos fez ficar muito desconfiados. Precisamos ser crianças porque no nosso processo de “adultificação”, a nossa fé foi se contaminando, foi ficando falsa demais pela desconfiança que os outros “adultos” nos fez abraçar.


b) As Crianças são sinceras. “Adultos” fingem muito. Não é fácil saber se um “adulto” está sendo ele mesmo ou um personagem. As crianças não. Quase sempre logo riem, não se agüentam. Se criança gosta, gosta; se não gosta, não gosta, e demonstra logo isso. Seus sentimentos estão a flor da pele. Não têm etiqueta, ou a desfaçatez dos “adultos”. O costume dos “adultos” é dizer o que não sentem.


c) Só as crianças sabem apreciar as coisas de Deus. Com o passar dos anos os “adultos” inventaram muitas preocupações. Fizeram tudo virar coisa séria. Desaprenderam a brincar. Por isso eles olham sempre para frente. As crianças não, elas olha para cima (os pássaros, aquelas nuvens formando figuras estranhas, monstros, o arco-íris, etc). Elas também olham para baixo. Por isso as mães (que são “adultas”) quando saem com os filhos, ficam puxando os mesmos, apresando. É que os meninos não andam. Eles ficam encantados com as formigas no chão, as borboletas coloridas e lindas, as plantas cheias de formas e cheiros, etc. Elas querem pegar, ver de perto.


Mas os “adultos” não notam nada disso. Os besouros, os grilos. É por esta causa que o céu nunca será dos “adultos” Ele é das crianças sinceras, confiantes e encantadas com as coisas de Deus.


Assim, o reino só será nosso se voltarmos a ser meninos e meninas e deixarmos as coisas ruins dos “adultos” de lado (1Co. 14:20).


Amigo, o céu será um grande jardim com um parque de diversões, você vai estar lá? Lembre-se, é proibido para maiores.


Pr. Joelson Gomes

O ENCONTRO COM DEUS: CONSEQUÊNCIAS E TRANSFORMAÇÕES


Is. 6: 1-8

O profeta Isaias viveu em Judá, no séc. VIII a.C., e exerceu seu ministério entre os anos 740-701 a. C. Em um momento crucial de sua vida e da vida de seu povo, os judeus, ele perdeu seu amigo, o rei Uzias, que desobedeceu a Deus (2Cr. 26: 16-23).


Isaias vai ao templo, quem sabe em busca de respostas para tudo àquilo que estava acontecendo e lá o SENHOR se apresenta a ele sentado em um trono. Com isso Deus mostra que o trono de Israel havia ficado vazio, mas o trono do universo nunca está vazio (6:1). Além de apresentar esta verdade a Isaias este encontro produz algumas mudanças na vida do profeta, mudança estas que devem acontecer na vida de todo aquele que se encontra verdadeiramente com Deus.


Como saber se você se encontrou com Deus de verdade? Preste atenção nos resultados. O encontro com Deus produziu em Isaias:


a) O Auto-conhecimento (5a). A visão de Deus mostrou ao profeta qual a sua verdadeira situação. Mostrou que ele era um pobre pecador, morto nos seus delitos (Ef. 2:1-6), quebrantou seu coração e o conduziu ao arrependimento. Não. Isaias não teve vontade de tocar nas vestes de Deus, como muitos hoje têm cantado, ele não fez menção de se aproximar. Ele entendeu que não tinha condições. É assim. A presença verdadeira de Deus tem que revelar quem nós somos (Lc. 5:8), mostrar que precisamos desesperadamente da graça de Deus (Rm. 3:23). Isaias passou a saber quem era depois que teve noção da presença de Deus, de Quem Deus era. Entendeu que não podia salvar a si próprio.


b) Conhecimento dos outros (5b). A visão de Deus fez outra coisa em Isaias, fez o profeta atentar para as outras pessoas que o cercavam. Fez ele ter consciência de que a sua vizinhança estava perdida também (Rm. 3:10). As pessoas que o rodeavam precisavam tanto de Deus quanto ele. Elas não poderiam lhe salvar, não poderia recorrer a ninguém. Isto também é algo que precisamos nos perguntar hoje, se a presença de Deus nos faz entender a situação das outras pessoas, se nos faz ter misericórdia delas e querer ajuda-las, porque a situação das mesmas é de pecado e morte.


c) Disposição para o serviço (6-8). O cenário estava completo. Isaias sabia o quanto era pecador, sabia que as pessoas que o cercavam eram também, e Deus sempre age na hora certa. Deus o chama e perdoa, purifica. A vivencia dessas situação deve nos levar atitude como a que Isaias teve: buscar ser o mensageiro de Deus para levar a outras pessoas antes perdidas como nós o perdão que só Deus pode dar. Deus perdoou Isaias e o convocou para uma missão: anunciar a sua palavra. O profeta se dispõe a ser a boca de Deus onde Ele o mandasse.


Será que quando sentimos a presença de Deus isto está nos levando a saber o quanto somos necessitados de perdão? A Sua presença nos faz querer ajudar as outras pessoas com a mensagem de Deus? E a visão de Deus nos faz dispostos a fazer Sua vontade? Fez isso tudo em Isaias.


O encontro com Deus que todos nós cristãos dizemos ter tido deve ter conseqüências em nossas vidas e no jeito de vivê-la: quebrantamento, entendimento de como os outros precisam de nós e disposição para a pregação. Isso tem que está em nossas vidas sob pena de não termos nos encontrado com o verdadeiro Deus.


Você se encontrou com Deus? As conseqüências em sua vida vão dizer isso.

Pr. Joelson Gomes